Os dias passam, as noites se prolongam, as pessoas mudam, o conhecimento se expande e enquanto os outros enxergam somente o natural nisso e no restante das coisas, eu vejo o que há por trás, o que talvez tentam esconder, o lado nem sempre rosa do mundo, tudo isso feito em xícaras acompanhado de uma pitada de metáforas e está pronto nosso chá de desatenção, de desafeto. Sirva-se.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
A distância que nos separa é a mesma que nos une porque mesmo sabendo que você está longe eu consigo te sentir aqui do meu lado, sinto seu cheiro sem o conhecer, ouço sua voz sem nunca ter falado com você e quando fecho os meus olhos consigo te ver, e é essa ironia que me mantém viva, que me traz alegrias pela manhã.
Acordo e durmo tentando imaginar o que acontece por detrás do sol, tentando adivinhar se a felicidade está mesmo no final do arco-íris. Nunca saberei se não testemunhar com meus próprios olhos.
Se eu não correr até a linha do horizonte nunca saberei se ela acaba junto aos meus olhos ou se ela me reserva alguma coisa.
Se a tempestade não vier o arco-íris não aparecerá e eu não poderei segui-lo até o fim e ver o que tem para mim, sei que não se trata de potes de ouro, vai além disso,até porque é um arco-íris que só eu vejo, porque não são todos que enfrentam essa tempestade, e quando enfrentam nunca conseguem ver o lado bom. É, eu sei que é algo complexo demais.
Eu nunca terei certeza sobre o que acontece por detrás do sol se eu tiver medo de me queimar ou preguiça de dar a volta ao mundo.
E nunca vencerei sem tentar, sem lutar. Nunca me levantarei se não cair. Nunca surpreenderei se não for subestimada e nunca serei feliz se não correr atrás do que acho que seja a felicidade para ver se realmente é.
O que me garante a conquista é uma mistura de esperança, determinação e luta, e às vezes o prêmio pela conquista não é algo e sim alguém.
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