sábado, 19 de março de 2011



É noite e chove. Por mais que o ar aqui em casa seja aconchegante e a lareira arda alegremente, o que sentimento que toma conta de mim é a frieza, solidão e essa mistura de inutilidade com saudade. Tento pensar nas coisas boas que me ocorreram durante a vida, mas todas essas poucas coisas dão em choro e lágrimas de sangue. Toda vez que começo a pensar nos raros momentos que arrancaram de mim escassos sorrisos minha memória desperta a lembrança da dor maior do que a vida que ainda sinto, porque todas as coisas consideradas alegres que eu vivi, terminaram numa coisa trágica. Minha noite me levou a você, na verdade, desde a sua partida minha vida é noite e eu ainda não consegui deixar você partir completamente, me perdoe, mas não consigo viver sem você. Queria te contar as novidades, mas não as tenho, nem tenho você para ouvir meu silêncio. Meu eu grita por socorro e meu mundo se recusa a ouvir qualquer coisa de venha de mim. A música, antes tão admirada por nós, por mim, agora se converteu em choro e ranger de dentes e a luz, não há mais luz. Minha esperança é fechar meus olhos e não abri-los mais, sei que você está por perto, tão perto que não consigo ver, então, quando finalmente minhas pálpebras se cansarem, segure minha mão e sussurre no meu ouvido que dessa vez, está tudo bem.



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