quarta-feira, 2 de março de 2011

PESADELO



4:15 da manhã, me encontro dentro de um pesadelo, depois do dia mais divertido da minha vida ao lado da pessoa mais incrível e divertida do mundo, eu só esperava fechar meus olhos e descansar, nem esperava sonhar. Porém as coisas não são controladas por mim, mas vamos voltar às 4:14 da manhã. Estou dentro de um terrível pesadelo, talvez o mais terrível de todos, dia 29 de dezembro de 2009, desesperadamente me levantei, e a sirene da ambulância ainda estava nos meus ouvidos, eu já não conseguia separar o som imaginário da sirene do toque real do telefone. Minha mãe atendeu, eu ainda estava em choque, parada na sala, com a cena do meu Super-Herói sem vida na cabeça. Minha mãe perdeu a fala e passou o telefone para o meu pai, pela segunda vez na minha vida, vi os olhos dele se derramarem em lágrimas. A casa caiu aos meus pés quando ouvi o choro dele detalhadamente, meus pais gritavam e eu corria, corri até meu Super-Herói, eu só queria dizer que era engano, que ele ainda estava sorrindo e que eu estava chorando à toa. Queria abraçá-lo com todas as minhas forças, ou apenas dizer adeus, mas eu não controlo as coisas.
São 8:45 da manhã, 28 de fevereiro de 2011, e eu ainda não consigo acordar desse pesadelo, onde eu já não sei o que é uma família completa, onde os sorrisos são só máscara, onde meu Super-Herói não aparece mais.



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